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Notícias Governo do Estado do Rio Grande do Norte – Secretaria da
Tributação Natal, 20 de outubro de 2006 |
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Minas perde mercado no setor atacadista de alimentos FONTE: Diário Comércio e Indústria |
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A participação de
Minas Gerais no faturamento do setor atacadista nacional deve sofrer um recuo
de pelo menos três pontos percentuais ao final de 2006, de 36% para 33%. Isso
ocorre porque os atacadistas mineiros estão direcionando seus investimentos a
outros estados, para escapar da pesada carga tributária mineira. O Imposto
sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) chega a consumir 30% do que
é comercializado pelo setor dentro do estado. A debandada dos investimentos
atacadistas para estados como São Paulo, Goiás, Bahia e Paraná se acelerou em
2004 e deve continuar nos próximos anos. No início de 2003, o governo do
Paraná baixou o ICMS para o atacado. No final de 2004, o governo paulista fez
o mesmo. As sedes das atacadistas continuam em Minas, mas as filiais são
abertas em outros estados. Leonardo Miguel Severini, proprietário do Atacado Vila Nova,
distribuidor sediado em Poços de Caldas, sul de Minas Gerais, e
presidente da Associação dos Atacadistas e Distribuidores do Estado de Minas
Gerais (Ademig), diz que o movimento de saída dos
atacadistas mineiros para outros estados ganhou força este ano e deve
continuar nos próximos anos, se o governo mineiro não criar condições para
que o setor consiga competir com os outros estados. “Em grande parte dos
produtos que o atacado comercializa, a alíquota incidente varia entre 18% e
30%. Já entre os produtos de cesta básica, o percentual corresponde a 12%. As
mercadorias de Goiás, por exemplo, entram em Minas com uma tributação de 9%. Minas Gerais ainda
é o estado mais importante do Brasil para o setor. Porém, segundo Severini, essa situação está Trégua - A carga
tributária mineira freia investimentos. Com 700 funcionários e uma frota
composta por 220 caminhões, que distribuem diariamente três mil itens, Severini pretendia investir US$ 1 milhão na aquisição de
20 novos caminhões, ainda este ano. Porém, diante da atual política
tributária, o investimento foi revisto e pode não acontecer. “Vamos aguardar
o próximo ano. Se as condições ficarem mais favoráveis, vamos confirmar o
investimento. Caso contrário, o estado perderá o investimento”, explica o
proprietário do Atacado Vila Nova. Preocupado com o acirramento
da concorrência do setor nos estados, o presidente da Associação dos
Distribuidores e Atacadistas do Estado de Goiás (Adag),
Dalton de Souza Barros Thomaz, proprietário do Atacado Scirocco,
acredita que os governos precisam negociar uma trégua na chamada ‘guerra
fiscal’. Segundo Thomaz, os estados precisam criar, por meio de convênio do
Confaz, uma regra de transição para os incentivos fiscais, com condições
diferenciadas para os benefícios destinados à indústria e ao comércio. “Caso
isso não ocorra, defendo que o governo de Goiás adote a mesma barreira fiscal
às mercadorias paulistas e mineiras”. O empresário
salienta que não há, por parte do governo federal, uma política de promoção
de desenvolvimento regional, o que acarreta essa renúncia de receita dos
estados como forma de sobrevivência. “O fim imediato de todos os incentivos
concedidos pelo governo de Goiás, como quer o governo de São Paulo, levará o
setor atacadista à falência”, acredita o presidente da Adag,
ressaltando que o setor no estado deve encerrar o ano com prejuízo. “Até
agora acumulamos 3% de prejuízo na movimentação. E não devemos observar
recuperação até o final do ano”, completa. Apesar das
dificuldades enfrentadas pelo setor, o presidente da Adag
diz que o Estado de Goiás vem conseguindo atrair empresas do setor
atacadista, principalmente de Minas Gerais. “Nos últimos dois anos algumas
empresas mineiras instalaram suas filiais “Foi uma grande
conquista”, acredita Destro. João Fagundes Júnior, diretor executivo da
Associação de Distribuidores e Atacadistas de Produtos Industrializados do
Estado de São Paulo (Adasp) diz que a guerra fiscal
é um problema nacional que só teria fim com a unificação dos impostos e com a
reforma fiscal. “Todos os estados impõem barreiras. Se houvesse uma
estabilização de impostos, as empresas se desenvolveriam regionalmente, o que
traria maior crescimento para os estados”, diz. |